Email this sample to a friend


O CÁRCERE DE DEUS


Todo personagem é criado pra dar lucro; se assim não for, é feito lavoura de trigo dissipada pela chuva.


A luz produzida pela lâmpada dentro do casulo furado refletia em cada canto e nas pedras que havia no chão. A praça tinha um aspecto estranho e não intervia no bizarro cerimonial que seguia. Os dois homens que carregavam o tronco de um corpo, eram seguidos pelo anãozinho que levava um alforje salpicado de sangue desenhando a silhueta de uma cabeça. Seguia o cortejo, estranho cortejo. E o público não aplaudia pois para os olhos de quem lê, o publico era invisível. O anãozinho sorria olhando para os lados. Era como se multidão estivesse ali para aplaudi-lo.

Adiante, havia uma ruela encurvada e, no fim, uma porta carcomida de ferrugem com uma argola. O sujeito que tinha passado pelo cortejo desce a ruela correndo. Chega à porta, toma em suas mãos a argola, dá com ela na porta com força muitas vezes. Ele parecia cansado, olhava para um lado e para o outro. Até que aparece um homem que olha por uma janelinha. Reconhece o que chega. Abre a portão, ele entra. Há no fundo uma mesa grande. Algumas cadeiras a sua volta. Senhor de barbas branca segurava um livro em suas mãos, observa o que chega. Chama-o para um conto, cochicham. Depois o sujeito sai do jeito que entrou apressado. O Homem de barba branca coloca o livro em cima da mesa e diz:- - Está consumado! Está consumado! As palavras saem feito vômito. Ele estica o braço, pega um telefone quase imperceptível, disca um número:- - Chegou a hora, pode vir!

Previous Page Next Page Page 1 of 74