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Prefácio

Em 2005, numa época quando temaki não era fast-food e espuma ainda era sinônimo de cozinha contemporânea, eu criava o Bistrô Carioca porque achava que a gastronomia tinha ficado séria demais, técnica demais, afetada demais e, claro, muito chata. Com o Bistrô eu queria mostrar que não precisava ser só assim, que comida também tem que dar prazer e que transformar uma refeição numa “experiência dos sentidos” para mim é reunir os amigos em volta de uma bela caçarola, não de um preparo elaborado ou de um chef criativo.

É certo que muitos não embarcaram no trem das espumas e suas consequências, mas grande parte dos novos e até alguns velhos chefs, gastrônomos, críticos e curiosos tinham seus próprios vagões nesse trem. Ainda bem que com a mesma velocidade que veio, essa onda personalista, minimalista, super-técnica e hiper-criativa, está indo embora. Não sei qual o tamanho da participação do Bistrozinho nessa repensada de valores e sabores que a gente está vendo acontecer, mas gosto de imaginar que algum papel ele teve.

Então três anos e 150 posts depois, seria estranho primeiro eu também não voltar às origens, deixar de ser tão high tech, virtual e impalpável e tornar real, de papel e tinta, pelo menos um pedaço do Bistrô. E depois disso, ir mais par afrente ainda e criar essa versão digital portátil do blog. Então agora temos internet, papel e mobile. Transmídia total.

Lá na internet, plataforma original do Bistrô, há de tudo um pouco: crítica de restaurantes, histórias, receitas, curiosidades e até entrevistas. Mas nessa versão unplugged tentei resumir o que se pode chamar de uma linha editorial. Posts como Moda e Mídia, Less is More e Calçotada, mostram bem essa personalidade meio antiquada – alguns até chamaram de ranzinza – que o Bistrô tem. Mas eu não ligo. Quero mais é abrir a discussão, dividir minhas experiências na mesa e na cozinha e mostrar o que se tem feito de bom e de ruim por aí.

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