Contos Breves

Rated 3.50/5 based on 2 reviews
Colectânea de pequenos contos resultante de uma selecção e de uma revisão de textos criados entre 1999 e 2007, período que corresponde, aproximadamente, à minha colaboração do DN Jovem. More
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  • Category: Fiction » Literature » Literary
  • Words: 14,150
  • Language: Portuguese
  • ISBN: 9781311340948
About Olinda P. Gil

Olinda Gil, mestre em Ensino pela Universidade Nova de Lisboa, é atualmente professora de Português no Ensino Básico e Secundário, mas reúne diversas experiências profissionais no currículo. Estreou-se na escrita no "DnJovem", suplemento do "Diário de Notícias". Foi 3º prémio do concurso literário "Lisboa à Letra" em 2004, na categoria de prosa. Editou, a título independente, em 2013 “Contos Breves”, e, pela Coolbooks, chancela da Porto Editora, “Sudoeste” (2016, 2014 em ebook) e “Sobreviventes” (2017, 2015 em ebook). Tem diversos contos publicados em ebook. Colabora com frequência em coletâneas e diversas publicações. Pertence à Direção da ASSESTA – Associação de Escritores do Alentejo.

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Reviews of Contos Breves by Olinda P. Gil

A. Postigo reviewed on Jan. 10, 2014

“Contos Breves” são as primícias de Olinda Gil. Primam por uma linguagem acessível e enredos escorreitos, de verbosidade enxuta. As histórias que integram este livro distribuem-se fundamentalmente por duas categorias:
- Os contos realistas – que narram episódios e personagens que poderiam pertencer ao quotidiano de qualquer um, caso de “Numa Memória uma Ruga”, “O Hotel”, etc.;
- Os contos fantasistas – que remetem para criaturas fantásticas, objectos animados por personificação (o lápis, a história, a vela, etc.), acontecimentos mágicos, planos oníricos ou incríveis dramas psicológicos, como sucede em “O Eremita”, “O Mestre de Ioga”, “O Pai”, etc.

Entre todos os textos, destaco quatro que mais me cativaram:
- “Liberdade de Escrita” – expurga o defeito de que sofrem geralmente os concursos literários, pois, ao imporem um tema específico, abolem logo à partida a improvisação, o delírio livre das musas, peticionando escribas pré-programados, cuja inspiração e criação são forçadas a vergar-se para caber num molde prévio;
- “A Rua do Memorial Perdido” – leva-nos a constatar que, na livraria dos livros por escrever, “que ainda não foram escritos”, o autor só entra já morto (“Não vês a morte diante de nossos olhos?”): assim é, as palavras que se depositam no suporte são necessariamente o sudário de uma voz cuja intensidade já esfriou, de um pensamento cuja actividade já se finou, de uma presença viva que se apaga em resquícios de passado (um “Memorial”);
- “Silêncio” – um dos contos mais pequenos e, no entanto, tão pleno de actantes – a sombra das árvores e o vento calmo como elixir da vida e da alegria, o caminhante sem destino que chega pela manhã, a igreja com um casal à porta, o rapaz traz guitarra, a rapariga flauta, um velho padre é seguido por eles, todos cumprimentam um pedinte, uma velha senhora dá-lhe esmola, e quando enfim o silêncio se faz, o repique das horas por toda a cidade -, onde aparentemente nada se passa de extraordinário, tudo poderia ser a encenação de um teatro cósmico, ainda que inconsciente (é a própria autora que declara no início da obra ter escrito “pequenas narrativas inconscientes”), com a virtude de nos despertar para um som-ambiente há muito soterrado sob decibéis e decibéis de poluição sonora acumulada (carros, aviões, turbas de tagarelas…), essas ondas físicas com o poder de desestruturar os corpos e causar a patologia crónica de que talvez mais sofram os citadinos, vulgarmente conhecida por “stress”;
- “Xadrez Alcoolizado” – a mera descrição de um jogo recebido de presente consegue catapultar a nossa imaginação para um nível superior: é a vida que ali se joga, entre a sobriedade e a ebriedade, e aos perdedores resta caírem embriagados no xeque-mate.

Este é um livro relaxante para ler nas horas vagas ou para descomprimir de outras leituras mais pressurizantes.
(reviewed the day of purchase)
Roberta Frontini reviewed on Jan. 10, 2014

A minha opinião está neste link: http://flamesmr.blogspot.pt/2013/09/os-livros-que-lemos-enquanto-beta.html

Este livro foi-me entregue como Pre Advanced Reader. Como adoro o que faço em termos de Beta-reader, aceitei imediatamente este desafio.
Nem sempre é assim, mas por vezes a formação/educação escolar é essencial e reflecte-se grandemente no nosso trabalho. Seja ele de que género for. Neste caso, parece-me que isto é bastante evidente.
Neste livro encontramos uma série de diversas "narrativas inconscientes" (como a própria autora lhes chama). Olinda Gil é a escritora deste livro e trabalhou como colaboradora no DNJovem. O livro pretende, assim, reunir alguns dos trabalhos publicados aí (agora re-trabalhados) bem como dar conta de uma série de contos que estavam, na altura, inacabados.
Estas histórias podem ser lidas seguidas ou aos pouquinhos pois fazem-nos reflectir e, por vezes, viajar. Para quem não tem (infelizmente) muito tempo para ler, este livro é perfeito pois proporciona a leitura agradável de histórias que podem ser lidas, por exemplo, antes de irmos dormir sem que seja, "doloroso", voltar a pegar nele e relembrar tudo o que vem para trás. Aqui este "problema" não se coloca, pois as histórias são pequenas e independentes umas das outras.
Por abordar diferentes temáticas, de certo que irá agradar a uma panóplia de leitores.
E, para o leitor mais atento e perspicaz, há MUITO para ser lido nas entrelinhas...Enfim, é um livro pequenino, muito "bonitinho", complementado com lindas ilustrações.
Parabéns à autora pelo seu trabalho e pela escrita. Muito boa mesmo!
(reviewed the day of purchase)
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