Vénus 12

Adult
Rated 4.00/5 based on 1 reviews
Na segunda metade do século 21, ciborgues dotados de inteligência artificial são fabricados em Séries distintas. A Série Vénus é destinada a funções sexuais. A C12, a entidade privada mais poderosa do mundo, lidera a exploração comercial da Série Vénus e pretende dominar definitivamente o mercado com o lançamento de um novo modelo, o Vénus 12, que não se limitará a pensar.

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Words: 14,250
Language: Portuguese
ISBN: 9781310357404
About Manuel Alves

https://www.patreon.com/manuelalves
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O autor só fala de si mesmo na terceira pessoa quando tem de falar do autor ou, é claro, quando pratica a extraordinária arte da feitiçaria imaginativa — há quem lhe chame Escrita. Se houvesse na minha vida lugar para gatos, teria dois e um seria um Gremlin disfarçado. Tenho um furão e uma hiena — ambos imaginários.
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The author only speaks of himself in the third person when he has to speak about the author or, of course, when he conjures the extraordinary art of imaginative sorcery—some call it Writing. If there was any place for cats in my life, I would have two and one of them would be a Gremlin in disguise. I have a ferret and a hyena—both imaginary.

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Reviews

Review by: António M. Silva on Oct. 19, 2014 :
Excelente para apreciadores de ficção cientifica.
(review of free book)

Review by: Ana Pereira on Nov. 11, 2013 : (no rating)
O conto responde a todas as premissas solicitadas: é ficção científica, tem algum erotismo, uma pitada de existencialismo e bom humor.

Sobre a ficção científica:
Devo dizer que é uma área que me agrada bastante porque estimula imenso a imaginação e a criatividade, possibilita uma infinidade de hipóteses de pensar o futuro, o passado e o presente numa série de cenários diferentes. Gostei deste cenário, apesar da decadência, toda a tecnologia, especialmente a nano, fascina-me. E afinal de contas, o mundo do conto é um cenário de futuro bastante plausível.

Sobre o erotismo:
Gostei muito da experiência da personagem feminina. Mesmo que seja uma sensação em segunda ou terceira mão, tão verdadeira quanto dois ciborgues podem ser, ou como duas personagens de um conto, não importa, a imaginação e memória encarregam-se do resto. Interessa-me saber como os outros sentem, perceber as diferenças e as semelhanças. A forma encontrada para o fazer faz-me lembrar o filme Strange Days e não deixa de ter alguma semelhança com o que é possível fazer atualmente, quando se olha nos olhos de alguém e se percebe inequivocamente o que sente. Mas para isso é preciso observar com alguma profundidade e dá azo a algumas falhas de interpretação. E também não é preciso muita tecnologia para entender a fixação masculina pelo membro sexual. Percebe-se quando se sente, mesmo na impossibilidade de poder sentir. Afinal de contas, a testosterona também me corre no sangue das mulheres e a compreensão é possível baseada num sentir alheio que se possa observar. É um exercício que faço sempre que tento perceber os outros e acho também (talvez ingenuamente) que se toda a gente pudesse e sobretudo quisesse saber como é estar na pele do outro, o mundo seria bem melhor, com mais compreensão e perdão. Porque uma coisa é compreender, outra é sentir. É possível sentir sem compreender, mas será possível compreender sem sentir?

Sobre o existencialismo:
Há um conceito sobre a perfeição baseado na importância da simetria que só me apetece mandar à fava (porque não aprecio favas). Sim, todos os animais procuram a simetria nos seus parceiros, costuma ser sinónimo de beleza e genes saudáveis. Mas isso é uma perspetiva biológica extremamente redutora, não? Uma embalagem atraente não é automaticamente sinónimo de boa reprodução, muito menos de boa diversão. Mas está demasiado enraizado... E quem somos nós para ir contra a natureza? Até parece que não estamos constantemente a fazê-lo noutras áreas, por que haveria de ser diferente com o sexo? Onde fica a inteligência no meio disto tudo?
Gostei da perspetiva sobre a inteligência artificial. Afinal, o que é que a distingue da inteligência... natural? É não ser biológica? É a programação? E quem é que nos diz que a nossa inteligência não foi programada? Afinal de contas, temos um "código genético". Não parece um bocado estranho isto ser tudo apenas fruto do acaso? E o acaso, não pode ser também uma programação com uma lógica que nos escapa?

Acredito que o herói tenha despoletado uma revolução. Uma espécie de I-robot, versão erótico-existencialista. Depois de toda a ficção que já existe sobre a temática (e não costuma dar bom resultado criar máquinas tão ou mais inteligentes que nós) pergunto-me se será possível a coisa terminar bem, que uma inteligência superior possa achar que temos salvação, que podemos aprender a ser melhores.
O dilema da personagem feminina acaba por não ser dilema nenhum, ela sabe muito bem o que tem de fazer e, com mais ou menos resistência, com uma eficiência que eu admiro, fá-lo.

Sobre o humor:
Está lá, não é hilariante, mas é realmente bem-disposto e deixa aquela sensação de esperança reconfortante que eu gosto tanto de sentir. O último sorriso então, é uma delícia! Não há melhor forma de fazer seja o que for, tudo fica melhor com um sorriso nos lábios!

Fiquei assim com uma série de questões suspensas num sorriso: não entendo por que o ciborgue haveria de ser programado para ser "fiel" à Eva ou vice-versa, por que é que a programação dela haveria de ser incompleta por ser feita a partir dele. Admito que isto possa ser algum complexo bíblico causado por aquela parte da costela do Génesis. Afinal de contas, se tem alguma inteligência, deveria ser capaz de aprender e colmatar as falhas de forma criativa, não? Uma vez que se tratam de máquinas amantes e supostamente pensantes, não deveriam estar programadas para amar sem exclusividade? Quando muito, amar todos os clientes? Mas aqui entra novamente o existencialismo e o que vem a ser isso de amar e será que as máquinas conseguem ter essa capacidade? E se ele ama a Eva, por que fica triste por a ver ter prazer com o outro ciborgue? E onde fica aqui a questão da Escolha? Se ele pode escolher não fazer aquilo para que foi programado, isso é perigoso, significa que pode rejeitar clientes e ir contra as diretivas comerciais. Será a Escolha apenas uma ilusão? E porquê programar ciborgues multitarefa? (entendi que neste cenário existem outras séries de ciborques destinados a outras tarefas, estou a referir-me apenas às funções sexuais) Não faria mais sentido (e é esse o caminho que tem vindo a fazer a robótica e o marketing) especializá-los, segmentá-los, dotá-los de várias personalidades e compleições e habilidades diferentes, à escolha do freguês, no fundo, mais parecidos connosco e não tão completos e consequentemente perigosos? Ah, a programação humana e os seus "bugs"...
Já os vírus, são criaturas extremamente inteligentes e muito competentes, ao contrário de nós, estão sempre a aprender com as falhas, e a sensação que tenho é que quanto mais pequenos, mais eficazes. Todos nós já experimentámos lutar com estes aparentemente insignificantes seres que nos constipam e engripam e fazem toda uma série de maldades piores sempre muito bem feitas. Foi na saga Matrix que uma das máquinas comparou o comportamento humano ao dos vírus, mas eu creio que em termos de inteligência, ainda temos muito que aprender com eles.

Para não variar, o autor deixou-me mais uma vez com aquela sensação de água na boca, a querer mais. Haverá continuação? Espero que sim. Bem, pelo menos na minha consciência e imaginação, despoletou mais, muito mais!
(review of free book)

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