Mudas Canções

Eis de como numa simples faxina, um poeta compositor se depara, com até então toda sua obra. Em um misto de surpresa e espanto, começa a releitura dos primeiros e inocentes versos, passando por devaneios e aventuras imagináveis de sua juventude. As corridas e os pegas em busca da deusa amada, utópica e inatingível. Já naquela altura, o despertar da consciência política, revoltada e irreverente. More

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About Carlos Roberto Mendes

Carlos Roberto Mendes nasceu em Natal-Rio Grande do Norte-Brasil, em 12, 13 ou 14 de abril de 1950. Recebeu o mesmo nome de um irmão nascido e falecido em 1944. Sétimo filho de um cearense de Fortaleza e de uma vilaboense da Cidade de Goiás. Formou-se Técnico em Arquitetura, sendo Desenhista Civil por 16 longos anos. Cursou Educação Artística Polivalente na UNIRIO, quando ainda na Praia do Flamengo no Rio de Janeiro. Foi promovido à 2º. Tenente da Reserva do Exército Brasileiro e continua até hoje reservista de 2ª. Classe, sem esperança de ser chamado, Graças a Deus. Casou, descasou, namorou, casou. Tem um filho. Mora em Goiânia-Goiás com sua mulher, duas enteadas e netos à vontade.

Criou-se em meio aquela toda efervescência dos anos 60. Ouviu de tudo que tocava no rádio. Dos cantadores nordestinos de sua terra ao rock´n´roll, passando pelos boleros, sambas e samba-canções, marchas, baiões, frevos, xotes e xaxados, bossa nova, rock inglês, blues, rhythm & blues, jazz tradicional, free jazz, heavy metal, etc.

Montou e desmontou pra mais de uma dezena de bandas, ou conjuntos, como se dizia na época. Alisou bancos de dezenas de gravadoras, mas não teve a sorte nem o patrocínio de ter sua obra registrada em disco.

Eis então que num belo dia, em meio a uma faxina geral, abre uma gaveta e se depara com aquela cena esquizóide-paranóica. Pilhas e pilhas de papeis dos mais variados propósitos e matizes, contendo letras, poemas, pensamentos e até receitas de pudim caseiro.

Resolve então ordená-los em ordem cronológica e brindar as novas e antigas gerações, com a leveza, espontaneidade e puro desbunde dos que viveram os dançantes anos 60. Cheios de esperança e na certeza de um futuro ainda melhor, que se ainda não veio, certamente virá, nem que seja na próxima encarnação. São fragmentos visionários de um espectador incólume. Sorria, chore, conteste, aprove, ame, e faça o seu pudim.

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