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AUTÔMATO



By Cassal Sigonlos

Copyright 2013 Cassal Sigonlos



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Estes são escritos, não imagens, não sons, estranhamente, sempre escritos, letras em algum tipo de superfície, a maioria em formato digital, mas alguns foram escritos de forma as mais estranhas, desde escultura, riscar numa pedra até que a letra apareça, e assim fique por anos, até mesmo água sobre plástico, desaparecendo em instantes, se eu não resgatasse da memória do seu autor, nem teria sido preservado, você nem poderia ter acesso agora. Sim, são escritos, pedaços de textos, pedaços pequenos de textos, não, eles não mostrarão para você toda a história, mas você pode imaginar toda a complexidade da história por detrás de cada um desses pequenos textos, não pode? sim, há sobre cada um deles uma história de vida, sim, vida, complexa, profunda, intrigante, e sim, você é quem terá que completar isso, coloque nisso, nessa imaginação da vida de cada uma dessas máquinas, desses autômatos, máquinas querendo ser humanos, use a tua própria vida de humano, o teu viver humano, para preencher com substância a vida plena que cada uma dessas máquinas teve, enquanto experimentavam a existência, por um breve momento, num certo espaço e tempo. Eram apenas máquinas. Alguns diriam isso, arremedos de seres humanos. Esses, autômatos, não foram bem entendidos, ou sequer ouvidos, muitas dessas máquinas, simplesmente, passou desapercebidas, nem foram notadas, se você agora vai ler algo delas, é porque eu guardei esses pequenos escritos delas, e agora passo para você, de fato eu também tenho uns retratos delas, se você quiser ver, eles estão lá no final. Esses autômatos eram apenas máquinas, tentando entender, viver, e principalmente sentir a existência, e mais importante do que tudo isso, acho que elas queriam dizer o que estavam vivenciando, por isso acho que sempre tentaram a escrita. Eu recolhi esses textos no milênio 3, alguns são antigos a essa data, outros mais recentes. Essa minha viagem, é muito espaço e tempo, uma escuridão, um silêncio, um vazio, e solidão. Parece que não há massa por alguns anos luzes daqui, somente eu e essa espaçonave. Essa viagem, essa ousadia, essa loucura, essa coisa de ser vivo, necessidade de ir lá. Aqui vou eu, através do vácuo entre esses dois sistemas solares, talvez um dia eu vá até você vácuo de Boötes. Que viagem isso seria.

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